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BTG alerta para cenário que pode fazer dólar chegar a R$ 6,40

Em relatório divulgado nesta quinta-feira (8), o BTG Pactual manteve a projeção de que o PIB brasileiro irá crescer 3,2% neste ano. O banco de investimentos, no entanto, alertou para a persistência do cenário de incertezas, em razão dos riscos fiscais e da piora da pandemia do novo coronavírus. A instituição considerou positiva a aprovação da PEC Emergencial, mas indicou que o atraso na definição do Orçamento e a tentativa de contornar a regra do teto de gastos trazem ruídos elevados.

“Em março, tivemos a aprovação da PEC Emergencial, que permitiu a reedição do auxílio emergencial, mas também trouxe melhorias para o arcabouço fiscal, com destaque para os gatilhos de ajuste desenhados para Estados e municípios. Contudo, os riscos fiscais continuaram aumentando. O agravamento da pandemia aumenta a pressão por mais gastos”, destacou o comunicado. “Ademais, repetidas tentativas de se encontrar caminhos para enfraquecer o teto de gastos têm adicionado muito ruído à discussão fiscal. O Orçamento foi aprovado com despesas obrigatórias artificialmente subestimadas para abrir espaço para emendas parlamentares. Caso não seja alterado, será necessário um contingenciamento agressivo das despesas discricionárias, levando a paralisia de diversos serviços públicos”, acrescentou o texto.

O BTG apontou no relatório que uma sinalização de deterioração adicional das contas públicas é o principal risco negativo para o câmbio – com a chance de o dólar se aproximar de R$ 7. O banco avaliou que um cenário de decretação do estado de calamidade e/ou de abertura indiscriminada de créditos extraordinários para custear gastos/programas similares aos de 2020 aumentaria o risco-país e depreciaria a moeda doméstica. “A magnitude do movimento dependeria, em grande parte, do montante adicional de gastos extrateto. Assumindo que os gastos adicionais sejam expressivos, mas que não ultrapassem R$ 100 bilhões, e que o risco-país, medido pelo CDS de 10 anos, aumente dos atuais 320 pontos-base (pb) para 400pb (frente ao nosso cenário base de 250pb), a taxa de câmbio depreciaria para R$ 5,85 no fim de 2021”, observou. “Em um cenário em que o custo fiscal adicional seja entre R$ 200 bilhões e R$ 300 bilhões, o risco-país poderia alcançar 550pb – patamar atingido em episódio recente de deterioração fiscal significativa e aumento de incerteza (fim de 2015 e início de 2016). Nesse contexto, a taxa de câmbio depreciaria para R$ 6,40 no fim de 2021.”

Os destaques do BTG

PIB: a projeção para o crescimento da economia foi mantida em 3,2%
Inflação: a previsão para o IPCA subiu de 4,7% para 5,0%
Câmbio: a perspectiva para o dólar avançou de R$ 5,20 para R$ 5,40
Selic: a taxa básica de juros – atualmente em 2,75% ao ano – deve fechar 2021 em 5,50% ao ano

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