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Brasileiro projeta vida melhor só em 2022, mas já planeja viagens e reformas

Um levantamento divulgado pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban), realizado pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe), mostra a percepção dos consumidores sobre os rumos da economia e dos planos pessoais após um ano de isolamento social. Diante do agravamento da pandemia no início de 2021, a sondagem conclui que o brasileiro adiou para 2022 seu horizonte de recuperação para a atividade econômica do país e a própria. A maioria da população (54%) acredita que só no próximo ano a condição financeira familiar irá melhorar, bem como, para 75% dos respondentes, a economia brasileira terá melhoras apenas em 2022. Por outro lado, alimenta desejos de consumo para quando a situação normalizar: 25% dos entrevistados querem viajar, outros 23% querem comprar um imóvel e 21% pretendem reformar a casa.

Recuperação da Economia

A piora na crise da saúde desviou para o próximo ano a expectativa de melhora da situação econômica pessoal e do país. Cerca da metade (54%) acredita que a condição financeira familiar só deverá melhorar a partir do ano que vem, quase um quarto (23%) está mais otimista e acredita ser possível uma melhora ainda esse ano. Em relação ao Brasil, a percepção é ainda pior: 75% não acreditam em recuperação econômica ainda esse ano. Sobre o cenário econômico, 80% preveem o aumento da inflação e do custo de vida, 76% acreditam que a taxa de juros vai aumentar, 70% acham que o desemprego vai crescer, 64% vislumbram a diminuição do poder de compra das pessoas e 35% apostam na diminuição do acesso ao crédito, enquanto 30% opinam sobre seu aumento. Confira abaixo os destaques da pesquisa:

Consumo

Quando a situação financeira melhorar e as pessoas tiverem reserva para investir, a preferência é utilizar os recursos que sobrarem do orçamento sobretudo em investimentos bancários, realização de cursos e viagens. Entre os entrevistados, 31% querem investir na poupança, 27% aplicar em outros investimentos bancários. Parcela significativa dos entrevistados também quer fazer cursos e melhorar a educação sua e da família (25%), viajar (25%), comprar imóvel (23%) e reformar a casa (21%), fazer ou melhorar o plano de saúde (17%). Outros bens também estão na mira: 11% pretende comprar um carro, 10% comprar eletrodomésticos/eletrônicos.

Confiança e imagem dos bancos

A confiança da população nos bancos em meio à crise e a percepção sobre sua contribuição nas diversas áreas é majoritariamente positiva. A confiança nos bancos (57%), nas empresas privadas (51%) e nas fintechs (49%) é elevada mesmo no cenário de recrudescimento da crise sanitária e econômica que afeta fortemente a vida da população. Além de enxergar a atuação dos bancos de forma positiva, a maioria da população bancarizada se diz satisfeita com o atendimento prestado (69%) durante a pandemia.

Contribuição dos bancos

Sobre as contribuições do setor bancário nas diversas áreas, prevalece a percepção positiva. As maiores contribuições são apontadas com relação à economia (51% de contribuição positiva contra 18% de negativa) e ao enfrentamento da crise do coronavírus (45% de contribuição positiva contra 18% de negativa).

Compromissos socioambientais

O levantamento identificou a importância que o compromisso com ações socioambientais tem para a imagem das empresas privadas. Para nove em cada dez entrevistados (87%), o compromisso socioambiental de uma empresa é muito importante ou importante para a opinião que formam sobre ela.

Uso e avaliação do PIX

Nos três primeiros meses de operação, destaca-se a aceitação do PIX, nova forma de pagamento digital. Em questão de múltiplas respostas, 43% fizeram transferência bancária por meio do PIX, 37% utilizaram para fazer pagamento, 32% para receber pagamento e 31% para receber transferência. Curiosamente, há ainda 1% que usam a ferramenta como aplicativo de relacionamento (o que corresponde a cerca de um milhão e seiscentas mil pessoas). Uma parcela de 38% afirma não ter usado o PIX. O nível de satisfação das pessoas que utilizam o PIX é muito elevado em todos os estratos demográficos, chegando a 58% que atribuem notas de 7 a 10 à ferramenta.

Proteção de dados

A insegurança predomina no ambiente da internet. Seis em cada dez entrevistados se sentem inseguros – 41% pouco seguros e 21% nada seguros – com relação à proteção de seus dados pessoais na internet. Diante da insegurança quanto à proteção dos dados pessoais na internet, 56% dos entrevistados afirmam tomar cuidado e adotar medidas protetivas; enquanto 29% têm apenas “um pouco” de cuidado.

Meios de informação

Televisão e redes sociais são as principais fontes de informação: (TV aberta 57% e fechada 25%) para a maioria dos entrevistados no RADAR FEBRABAN (em questão estimulada de múltiplas respostas); as redes sociais comparecem com 52%, seguidas de blogs e sites (37%). Outros meios citados são: rádio (17%), jornal impresso (10%) e revista (5%). Das redes sociais (questão estimulada), a mais acessada é o WhatsApp (68%), seguida do Facebook (48%), Instagram (47%), Google (42%), Twitter (14%) e Linkedin (8%).

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