Na última sexta-feira (17), o Brasil ingressou oficialmente no Banco Asiático de Infraestrutura de Investimentos (AIIB). O país desembolsou US$ 1 milhão de dólares em capital bancário e, em troca, poderá obter empréstimos de até US$ 350 milhões de dólares (cerca de R$ 2 bilhões) em cada projeto. Os principais interesses do Brasil está em logística, energia renovável, saneamento, mineração sustentável e agricultura sustentável. Outros 56 países assinaram o tratado e estão na condição de possíveis membros.
Dirigido pelo vice-ministro de Finanças, Jin Liqun (imagem), o AIIB é uma instituição financeira internacional proposta pela China para atuar como alternativa ao Banco Mundial. O capital da instituição é de cerca de US$ 100 bilhões.
A ratificação era esperada desde a criação da instituição multilateral de desenvolvimento, em 2015. A assinatura do decreto promulgando a entrada do Brasil ocorreu após intensa mobilização liderada pela Associação Brasileira de Desenvolvimento (ABDE) há pelo menos dois anos, junto a políticos e governo federal.
“É uma grande conquista para o país participar de um banco multilateral de desenvolvimento desse porte. O ingresso do Brasil foi uma longa batalha da ABDE e contamos com a sensibilidade do Congresso e do governo federal para viabilizar a nossa entrada”, afirmou o presidente da ABDE e do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), Sergio Gusmão Suchodolski, destacando que o capital será importante para ampliar o financiamento a projetos de desenvolvimento sustentável e para diversificar as fontes de recursos das instituições financeiras de desenvolvimento brasileiras.
