Resultado melhora com avanço da balança comercial, mas contas de serviços e renda seguem pressionando
O Brasil registrou déficit de US$ 5,6 bilhões nas transações correntes em fevereiro de 2026, segundo dados divulgados pelo Banco Central. O resultado indica que o país enviou mais recursos ao exterior do que recebeu em operações como comércio, serviços e rendas.
Apesar do saldo negativo, houve melhora em relação ao mesmo mês de 2025, quando o déficit foi de US$ 10,2 bilhões. A principal contribuição veio da balança comercial, que voltou ao campo positivo.
Em fevereiro, o país registrou superávit comercial de US$ 3,5 bilhões, com exportações de US$ 26,4 bilhões — alta de 14,8% — e importações de US$ 22,9 bilhões, queda de 5,1% na comparação anual.
Por outro lado, as contas de serviços e renda continuaram pressionando o resultado. O déficit em serviços somou US$ 3,9 bilhões, praticamente estável, enquanto a renda primária — que inclui remessas de lucros, dividendos e juros — registrou saldo negativo de US$ 5,6 bilhões, ligeiramente superior ao observado um ano antes.
No acumulado de 12 meses até fevereiro, o déficit em transações correntes atingiu US$ 63,4 bilhões, equivalente a 2,71% do Produto Interno Bruto (PIB), abaixo dos 3,67% registrados no mesmo período anterior.
Para financiar o desequilíbrio externo, o país contou com a entrada de capital estrangeiro. Os investimentos diretos somaram US$ 6,8 bilhões no mês, enquanto os investimentos financeiros tiveram entrada líquida de US$ 5,4 bilhões.
As reservas internacionais alcançaram US$ 371,1 bilhões em fevereiro, com aumento de US$ 6,7 bilhões em relação a janeiro, reforçando a posição externa do país diante de eventuais choques.
O Banco Central também informou revisão na composição da dívida externa, com ajustes na distribuição entre os setores público e privado, sem alteração no valor total.
