Os investimento diretos estrangeiros no Brasil caíram quase 70% em maio, na comparação com o mesmo período de 2019, apontou o Banco Central (BC). Com US$ 2,6 bilhões, é o menor valor para o mês desde 2018. Os recursos foram divididos em US$ 2,2 bilhões em participação por ingresso líquido no capital de empresas e US$ 354 milhões em operações entre companhias. No acumulado dos últimos 12 meses, o BC detectou a saída de US$ 50,9 bilhões, o maior valor já registrado.
Apesar da piora em relação ao ano passado, os números de maio ainda foram melhores que os de abril, quando os investimentos diretos líquidos ficaram em míseros US$ 234 milhões, contra US$ 5,1 bilhões do mesmo período do ano anterior (queda de 95%). Em junho, até o dia 19, o investimento direto era de R$ 2,2 bilhões, sendo US$ 1,2 bilhão líquidos, US$ 800 milhões em ações e US$ 400 milhões em títulos. Se mantido parte do ritmo, seria possível chegar perto de US$ 4 bilhões ao final do período.
Mesmo com essas perdas, em 16 de maio o Índice de Confiança do Investimento Estrangeiro Direto (IED), produzido pela consultoria americana A.T Kearney, mostrou que o Brasil havia voltado a constar entre as 25 economias mais atraentes ao capital externo. Depois de ter ficado de fora do ranking em 2019, o país passou a ocupar a 22ª posição, sendo o único representante latino-americano.
As classificações da A.T Kearney são calculadas com base em perguntas sobre a probabilidade das 500 maiores empresas do mundo investirem diretamente em determinado mercado nos próximos três anos.
