Falta de energia também afeta hotéis. Fhoresp alerta para impactos negativos ao setor nesta época do ano, marcada por maior movimento
O vendaval que assolou São Paulo na quarta-feira (10) deixou um rastro de estragos ocasionados, principalmente, por queda de árvores e por falta de energia elétrica. Para os setores de alimentação fora do lar e de hospedagem, o prejuízo com o apagão pode chegar a R$ 100 milhões, segundo estimativa da Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp). A entidade calcula 5 mil estabelecimentos atingidos entre a capital paulista e municípios das regiões do ABC Paulista, Osasco e Itapecerica da Serra e parte do interior, além de danos que envolvem a perda de equipamentos, de alimentos e, sobretudo, de clientes.
A demora no restabelecimento no fornecimento de energia, com mais de 2 milhões de endereços afetados, joga luz sobre um problema antigo que envolve a atuação da Enel. Segundo boletim divulgado pela concessionária, a Grande São Paulo ainda tem perto de 835 mil imóveis sem luz.
O diretor-executivo da Fhoresp, Edson Pinto, é taxativo ao afirmar que a Enel falha por não conseguir atender a urgências, sendo o episódio recorrente. “Não de hoje, a Enel apresenta problemas recorrentes em relação ao fornecimento de energia elétrica. Este já é o sétimo apagão em menos de dois anos. Os setores de alimentação fora do lar e de hospedagem ficam reféns. São poucos os empresários que conseguem recorrer a geradores ou realocar os produtos em tempo de não perder os alimentos. É um caos! Pergunto: quem é que paga a conta?”, questiona o diretor-executivo da Federação.
Para as empresas afetadas pelo blecaute, por ora, resta a via judicial. A orientação da Fhoresp, neste momento, é que os prejudicados reúnam o maior número de elementos, provas dos prejuízos, para ajuizar ações de ressarcimento pelos dias de não funcionamento e, consequentemente, de não faturamento; pela perda de mercadorias; e, entre outros, por equipamentos queimados, face à oscilação de energia.
