Entidade sugere como medida para contornar a crise a criação de um Observatório Nacional do Mercado de Bebidas
A Federação de Hotéis, Restaurantes e Bares do Estado de São Paulo (Fhoresp) divulgou nesta quinta-feira (22) uma análise sobre a crise no segmento em razão da adulteração de bebidas alcoólicas por adição de metanol. Via nota técnica, a entidade também propõe dez ações para cercar os criminosos, entre elas a criação do Observatório Nacional do Mercado de Bebidas. Com a investigação por parte das autoridades fiscalizadoras e da Polícia Civil, especialmente em São Paulo, a entidade aposta na retomada do movimento nos estabelecimentos já dentro das próximas semanas.
Segundo a entidade, a projeção de faturamento para este ano no segmento, mesmo com ligeira queda de fluxo em razão dos casos de intoxicação, está na casa dos R$ 668 bilhões – com crescimento de 7,1% no comparativo com 2024.
De acordo com o diretor-executivo da federação, Edson Pinto, a cooperação entre o setor e o governo paulista, por meio de fiscalização incisiva e regras mais rígidas, deve gerar mudança positiva no comércio e na circulação de bebidas. “Desde o primeiro momento, a Fhoresp se colocou à disposição do Estado e do mercado e apresentou caminhos para combater as ilegalidades. Não de hoje, sabemos da gravidade e das consequências deste tipo de contaminação, sendo o nosso setor o maior interessado em chegar a uma solução. Na verdade, a adição de metanol é a parte mais visível de um problema estrutural grave. O Brasil tem muito a avançar no controle de bebidas”.
Entre as dez propostas elencadas na nota técnica da federação para coibir as ilegalidades, tanto de destilados como de fermentados, está a criação do Observatório Nacional do Mercado de Bebidas. O gerenciamento do órgão seria feito pela própria Fhoresp, em conjunto com a Associação Brasileira de Combate à Falsificação (ABCF) e o Ministério do Meio Ambiente e Pecurária, e em parceria com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e universidades. O objetivo é o acompanhamento pari passu dos indicadores econômicos e sanitários do segmento. A entidade também sugere a instituição de um Sistema Nacional de Rastreabilidade e Controle de Bebidas; e a implementação de logística reversa das garrafas.
