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Auxílio emergencial deve amenizar queda do PIB, avalia estudo

Da redação
9 de julho de 2020

Um estudo da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), divulgado nesta quinta-feira (9) pelo jornal Valor Econômico, mostra que o pagamento do auxílio emergencial e a ampliação do programa Bolsa Família durante a crise do novo coronavírus podem reduzir em até 2 pontos percentuais a queda do PIB projetada para 2020. O prognóstico do levantamento é que se o governo liberar todo o dinheiro emergencial prometido (cerca de R$ 257 bilhões) até o fim do ano, o impacto direto e indireto das medidas de socorro podem amenizar até 4,21 pontos percentuais da expectativa de contração. A pesquisa levou em conta a estimativa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) de que a economia brasileira deve ter uma retração de 7,5%. O trabalho acadêmico aponta que a transferência de recursos para famílias de renda mais baixa gera um aumento do consumo de produtos de primeira necessidade e impulsiona principalmente o varejo. Outra avaliação dos pesquisadores é que o movimento pode aliviar a queda também por refletir na arrecadação governamental e nos setores produtivos.

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