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Ata reafirma que aperto nos juros se manterá até pressão inflacionária passar

André Vargas
12 de novembro de 2024
Copom indica confiança baseada em “mercado de trabalho robusto, política fiscal expansionista e vigor nas concessões de crédito às famílias”, o que manteria o consumo

A ata do Comitê de Política Econômica (Copom), divulgada nesta terça-feira (12), sedimenta a decisão pelo aumento dos juros básicos da economia (Selic) para 11,25% ao ano, citando cenário de cautela. O documento afirma que há um “cenário externo, também marcado por menor sincronia nos ciclos de política monetária entre os países, segue exigindo cautela por parte de países emergentes”.

Sobre o ambiente interno, os integrantes do Copom citaram “o conjunto dos indicadores de atividade econômica e do mercado de trabalho segue apresentando dinamismo”. O termo dinamismo pode ser considerado um eufemismo para instabilidades preocupantes com a elevação dos preços, mas que até podem resultar em melhoras. “A inflação cheia e as medidas subjacentes se situaram acima da meta para a inflação nas divulgações mais recentes. As expectativas de inflação para 2024 e 2025 apuradas pela pesquisa Focus encontram-se em torno de 4,6% e 4,0%, respectivamente”, informa a ata, para alguns parágrafos adiante, oferecer outra possibilidade mais positiva: “A conjunção de um mercado de trabalho robusto, política fiscal expansionista e vigor nas concessões de crédito às famílias segue indicando um suporte ao consumo e consequentemente à demanda agregada. Em síntese, não se observa alteração relevante no cenário de crescimento prospectivo em relação à reunião anterior.”

O Copom deixa claro que passado o período instável de viés inflacionário, os juros irão cair: “O ritmo de ajustes futuros na taxa de juros e a magnitude total do ciclo de aperto monetário serão ditados pelo firme compromisso de convergência da inflação à meta e dependerão da evolução da dinâmica da inflação, em especial dos componentes mais sensíveis à atividade econômica e à política monetária, das projeções de inflação, das expectativas de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos.”

Votaram por essa decisão os seguintes membros do Comitê: Roberto de Oliveira Campos Neto (presidente), Ailton de Aquino Santos, Carolina de Assis Barros, Diogo Abry Guillen, Gabriel Muricca Galípolo, Otávio Ribeiro Damaso, Paulo Picchetti, Renato Dias de Brito Gomes e Rodrigo Alves Teixeira.

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