Receita cresce 5,68% acima da inflação, impulsionada por consumo, serviços e aumento de tributos sobre crédito e câmbio
A arrecadação de impostos e contribuições federais alcançou R$ 222,117 bilhões em fevereiro, informou a Receita Federal nesta terça-feira (24). O resultado superou a mediana das estimativas do mercado, que projetava R$ 219 bilhões, e marcou o melhor desempenho para o mês desde 2011.
Na comparação com fevereiro de 2025, houve alta real de 5,68%, já descontada a inflação. Em janeiro, a arrecadação havia somado R$ 325,751 bilhões.
O desempenho foi puxado principalmente pelo avanço das receitas com PIS/Pasep e Cofins, que totalizaram R$ 47,676 bilhões, refletindo a alta de 1,14% no volume de vendas e de 3,34% no setor de serviços. A recuperação da arrecadação ligada ao setor de combustíveis também contribuiu para o resultado.
A Receita Previdenciária somou R$ 60,5 bilhões, com crescimento real de 5,68%, impulsionada pelo aumento da massa salarial e pelo avanço da arrecadação no Simples Nacional.
Outro destaque foi o Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que arrecadou R$ 8,7 bilhões, com alta real de 35,7%. O crescimento está ligado ao aumento das operações de crédito e câmbio, além de mudanças legislativas implementadas ao longo de 2025.
No acumulado do ano até fevereiro, a arrecadação federal atingiu R$ 547,869 bilhões, avanço real de 4,41% em relação ao mesmo período do ano passado — também o melhor resultado para o bimestre desde 2011.
Entre os principais vetores do desempenho no início de 2026 estão o crescimento da arrecadação previdenciária, que somou R$ 124,4 bilhões, e o aumento das receitas com PIS/Cofins, que totalizaram R$ 104 bilhões. O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital também teve forte expansão, com alta real de 26,45%, refletindo o aumento das aplicações financeiras e dos juros sobre capital próprio.
