Alta real foi de 4,6% ante 2024; no acumulado do ano, Receita soma R$ 1,68 trilhão, melhor resultado desde 2022
A arrecadação federal atingiu R$ 254,2 bilhões em julho de 2025, o que representa crescimento nominal de 10% sobre o mesmo mês de 2024. Em termos reais, já descontada a inflação, a alta foi de 4,6%, segundo a Receita Federal. Foi o melhor desempenho para o mês desde 2022.
No acumulado de janeiro a julho, o governo arrecadou R$ 1,68 trilhão, avanço de 9,8% em valores nominais e de 4,4% em termos reais.
As receitas administradas pela Receita somaram R$ 239 bilhões, aumento real de 5,8%, enquanto outros órgãos arrecadaram R$ 15,2 bilhões, queda de 11%.
Entre os tributos, destacam-se:
- IRPJ e CSLL: R$ 59,5 bilhões (+8,4%), impulsionados por recolhimentos atípicos de R$ 3 bi;
- Previdência: R$ 58,3 bilhões (+3,4%);
- PIS/Cofins: R$ 49 bilhões (+2,9%);
- IRPF: R$ 6,2 bilhões (+9,8%), com impacto das quotas da declaração anual;
- IRRF de não residentes: R$ 6,9 bilhões (+16,3%), puxado por royalties, assistência técnica e juros sobre capital próprio.
Os setores que mais contribuíram para o avanço foram entidades financeiras (+30,6%), extração de minerais metálicos (+29%), educação (+16,2%), alojamento (+262,9%) e jogos de azar e apostas, cuja base arrecadatória saltou de R$ 8 milhões para R$ 928 milhões no mês.
O resultado reflete a elevação da massa salarial nominal (+10,6% em junho) e o avanço das importações em dólares (+3,3%). Por outro lado, alguns indicadores da atividade econômica mostraram retração, como a produção industrial (-2,2% em maio) e as vendas de bens (-3,0%).
