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Arrecadação federal atinge maior nível desde 2000

Da redação
22 de janeiro de 2026
Total somou R$ 2,887 trilhões em 2025, com crescimento real de 3,75% na comparação com 2024, segundo a Receita Federal

A arrecadação de impostos e contribuições federais encerrou 2025 em R$ 2,88 trilhões, informou a Receita Federal nesta quinta-feira (22). Descontada a inflação, o resultado representa alta real de 3,75% em relação a 2024 e marca o maior valor anual da série histórica, iniciada em 2000.

O desempenho ficou levemente acima da mediana das projeções do mercado financeiro apuradas pelo Projeções Broadcast, que estimava receitas de R$ 2,885 trilhões. As previsões variavam entre R$ 2,876 trilhões e R$ 2,913 trilhões.

Entre os destaques do ano, a Receita aponta o avanço real de 20,54% na arrecadação do IOF, que totalizou R$ 86,477 bilhões. Segundo o Fisco, o resultado reflete principalmente operações ligadas à saída de moeda estrangeira, ao crédito destinado a pessoas jurídicas e a títulos e valores mobiliários, além de mudanças legislativas que elevaram as alíquotas do imposto.

A receita previdenciária também apresentou crescimento real, de 3,27%, alcançando R$ 737,57 bilhões, impulsionada pela expansão da massa salarial, pelo bom desempenho do mercado de trabalho e pela reoneração gradual da contribuição patronal de municípios e da folha de pagamentos.

O Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) sobre rendimentos do trabalho avançou 5,75%, para R$ 235,39 bilhões, influenciado pelo aumento dos rendimentos do trabalho assalariado e das aposentadorias. Já o IRRF sobre rendimentos de capital cresceu 6,42%, somando R$ 162,59 bilhões, com destaque para a alta de 23,67% nas aplicações de renda fixa.

Outros tributos também registraram avanço. A arrecadação do Cofins subiu 3,13%, para R$ 458,05 bilhões, enquanto o PIS/Pasep aumentou 2,65%, alcançando R$ 123,89 bilhões.

Dezembro também quebra recorde

Em dezembro, a arrecadação federal somou R$ 292,72 bilhões, valor 7,46% maior, em termos reais, do que o registrado no mesmo mês de 2024. Segundo a Receita, trata-se do maior resultado para meses de dezembro desde o início da série histórica.

O crescimento foi puxado novamente pelo IOF, cuja arrecadação avançou 26,72% em relação a dezembro do ano anterior, para R$ 8,66 bilhões, refletindo o aumento das alíquotas determinado pelo governo em meados de 2025.

A receita previdenciária de dezembro teve alta real de 4,45%, para R$ 93,5 bilhões, enquanto a arrecadação de PIS/Pasep e Cofins somou R$ 10,72 bilhões, com crescimento real de 3,43%. Já o IRRF sobre rendimentos de capital atingiu R$ 32,7 bilhões, avanço real de 22,70%, impulsionado sobretudo pelas aplicações em renda fixa.

A Receita também destacou os efeitos temporários da Medida Provisória 1.303, que alterou alíquotas de IOF e Imposto de Renda sobre aplicações financeiras e juros sobre capital próprio (JCP). Embora o texto tenha sido derrubado pelo Congresso em outubro, ele permaneceu vigente por mais de três meses e influenciou o desempenho da arrecadação no período.

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