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Área econômica pensa em congelar aposentadorias para bancar o Renda Brasil

A equipe econômica do governo pode propor o congelamento dos reajustes da aposentadoria por dois anos como forma de financiar o Renda Brasil, programa que o presidente Jair Bolsonaro quer lançar em substituição ao Bolsa Família. A informação foi dada pelo secretário Especial da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues (imagem), ao portal G1. A intenção é desvincular os reajustes previdenciários do salário mínimo ao longo desse período, o que, na prática, suspenderia a recomposição dos vencimentos de aposentados e pensionistas. Somente o salário mínimo teria o reajuste anual. O secretário afirmou que a ideia ainda é debatida com os ministérios da Casa Civil e da Cidadania.

De acordo com Rodrigues, o congelamento dos benefícios previdenciários permitiria que fosse aberto espaço abaixo do teto de gastos do governo. Esse fôlego seria necessário para a implantação do Renda Brasil. Nos cálculos do Ministério da Economia, a medida pouparia R$ 17 bilhões no primeiro ano e R$ 41,5 bilhões no segundo. Em agosto, o presidente Jair Bolsonaro suspendeu as discussões sobre a implantação do Renda Brasil temporariamente depois que o Ministério da Economia propôs cortes em outros programas, como o do abono salarial, para financiar o novo projeto. “Não posso tirar de pobres para dar para paupérrimos”, disse Bolsonaro na ocasião.

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