Com nova medida provisória, alíquota sobre receita bruta das bets subiu de 12% para 18%; Haddad classifica setor como “praga” e enfrenta críticas da associação do setor
O governo federal arrecadou R$ 3,8 bilhões com jogos de azar e apostas esportivas entre janeiro e junho de 2025, segundo dados divulgados pela Receita Federal. Somente em junho, mês em que entrou em vigor uma nova Medida Provisória (MP) que aumentou a taxação do setor, foram arrecadados R$ 764 milhões.
A MP, publicada pelo governo Lula, prevê um impacto de R$ 31,4 bilhões na arrecadação da União até o fim de 2026. A equipe econômica estima receber R$ 1,98 bilhão apenas com a nova tributação das bets, R$ 285 milhões em 2025 e R$ 1,7 bilhão em 2026. Com a mudança, a alíquota sobre a GGR (Gross Gaming Revenue), a receita bruta das operadoras, subiu de 12% para 18%.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, tem adotado um tom crítico em relação ao setor. Em declarações recentes, classificou as apostas como um “problema de saúde pública” e afirmou que elas “viraram uma praga”. No mês passado, Haddad também sugeriu revisar a legalidade das bets.
As falas provocaram reação da ABFS (Associação de Bets e Fantasy Sports), que acusou o ministro de usar o setor como “bode expiatório” diante das dificuldades políticas e econômicas do governo. Em nota, a entidade ressaltou que o mercado é legalizado, regulamentado e aprovado pelo Congresso.
