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Aluguel residencial sobe 0,37% em novembro

Da redação
4 de dezembro de 2025
Belo Horizonte (0,39%) e São Paulo (0,52%) puxaram aceleração

O Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (Ivar) de novembro registrou alta de 0,37%. Com este resultado, a variação acumulada em 12 meses saltou de 5,58% em outubro para 6,92% em novembro. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (4) pela Fundação Getúlio Vargas Instituto Brasileiro de Economia (FGV IBRE).

“O destaque de novembro está no acumulado em 12 meses, que avançou para 6,92%, bem acima dos 5,58% registrados em outubro. Esse salto mostra que, apesar da desaceleração mensal, a tendência de alta no mercado de locação ainda é clara. Capitais como Belo Horizonte e São Paulo puxaram essa aceleração. Esse comportamento indica que, mesmo com sinais de moderação, os reajustes continuam superando os praticados em 2024 e devem seguir influenciando as negociações no início de 2026.”, avalia Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

Entre outubro e novembro de 2025, o Ivar registrou alta mensal dos aluguéis em três das quatro capitais pesquisadas. No Rio de Janeiro, os preços avançaram 1,13%, a maior variação entre as capitais. Em São Paulo, os aluguéis subiram, em média, 0,52%, enquanto em Belo Horizonte o aumento foi de 0,39%. Porto Alegre, por sua vez, foi a única capital a apresentar queda, com recuo de 0,37% nos preços de locação residencial.

A leitura interanual do aluguel residencial ganhou fôlego em três das quatro capitais analisadas – a única exceção foi o Rio de Janeiro, que apresentou desaceleração. Belo Horizonte liderou a aceleração, com a taxa de 12 meses saltando de 6,93% em outubro para 11,37% em novembro de 2025. Em São Paulo, o movimento também foi relevante: a variação passou de 3,99% para 6,53% no mesmo período.

Entre as capitais que aceleraram, Porto Alegre mostrou ajuste mais moderado, com a taxa em 12 meses avançando de 4,42% para 4,63%. Já o Rio de Janeiro seguiu na direção oposta: houve desaceleração de 2,95 pontos percentuais, com a taxa recuando de 8,45% para 5,50%.

(FGV)

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