Valor de energético e uísque encarece coquetéis, enquanto queda no preço do chope e estabilidade da vodca aliviam parte dos custos para os foliões
O Carnaval deste ano deve trazer impactos diferentes no bolso dos consumidores quando o assunto são bebidas. Levantamento com base nos preços do varejo entre janeiro de 2025 e janeiro de 2026 mostra alta relevante nos itens associados a drinques, enquanto o chope surge como alternativa mais econômica para quem prefere cerveja tradicional.
Entre os principais aumentos está o energético pronto para consumo, bastante utilizado em coquetéis, que subiu 9% no período, passando de R$ 22,22 para R$ 24,23. A cerveja artesanal também registrou avanço expressivo, com alta de 6,7%, enquanto a cerveja clara teve reajuste médio de 4,4%. Já os refrigerantes, frequentemente usados tanto para consumo direto quanto em misturas, apresentaram elevação mais moderada, variando entre 1% e 5%, conforme o segmento.
Nos destilados, o movimento é mais heterogêneo. A vodca tradicional manteve estabilidade, saindo de R$ 36,94 para R$ 36,87 (-0,2%). Já a vodca saborizada recuou 4,7%, passando de R$ 26,13 para R$ 24,91, o que pode favorecer a preparação de coquetéis mais simples e acessíveis. O uísque, por sua vez, seguiu trajetória de alta ao longo de 2025 e encerrou janeiro de 2026 acima de R$ 53 na versão nacional e acima de R$ 140 na importada, reforçando o encarecimento dos drinques considerados mais sofisticados.
Para quem aposta na tradicional caipirinha, o cenário tende a ser mais equilibrado. A estabilidade da vodca, combinada à queda nas versões saborizadas e à ausência de pressões relevantes em outros insumos, indica aumento menos intenso no custo da bebida em comparação a combinações com energético ou uísque.
Na contramão das altas, o chope apresentou queda significativa de 18% no comparativo anual, passando de R$ 12,82 para R$ 10,49. A cerveja sem álcool também registrou leve redução de 3,3%, ampliando as opções para quem busca economizar ou reduzir o consumo alcoólico durante a folia.
O panorama geral sugere que o chamado “Carnaval do drinque premium” ficou mais caro em 2026, puxado principalmente pelo aumento de energético e uísque, enquanto a cerveja tradicional e a caipirinha tendem a pesar menos no orçamento dos foliões.
