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Agro lidera geração de empregos e celebra avanços no Dia do Trabalhador Rural

Da redação
25 de maio de 2025
Setor emprega mais de 28 milhões de pessoas no Brasil, impulsionado por inovação tecnológica, aumento da demanda e ampliação das oportunidades de carreira

O agronegócio brasileiro consolida sua posição como principal motor de geração de empregos no país, com 28,4 milhões de trabalhadores ocupados no terceiro trimestre de 2024. O dado, levantado pelo Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) e pela CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), representa 26% do total de ocupações nacionais e reforça a relevância do setor, especialmente no Dia do Trabalhador Rural, celebrado em 25 de maio.

O volume de profissionais empregados no agro supera até mesmo o número total de empregos do estado de São Paulo no mesmo período, que foi de 24,7 milhões, segundo o SIDRA/IBGE. O contraste ressalta a força do setor no desenvolvimento social e econômico do país.

Mais do que força no campo, o agronegócio vive um momento de transformação digital. Com a modernização das operações e a integração de novas tecnologias, áreas como logística, gestão, serviços técnicos e tecnologia se tornam cada vez mais estratégicas, abrindo espaço para novos perfis profissionais e ampliando o leque de oportunidades.

“O avanço da digitalização conecta toda a cadeia produtiva a novas possibilidades de negócios e cria uma demanda crescente por profissionais especializados”, afirma Robson Rizzon, Chief Commercial Officer da Orbia, plataforma de soluções digitais para o agro. Segundo ele, a inovação está ampliando a produtividade e diversificando os caminhos de atuação no setor.

Dados do Guia Salarial de Agro 2024, da consultoria Fox Human Capital, revelam salários compatíveis com a sofisticação crescente do segmento. CEOs do agro podem ganhar entre R$ 60 mil e R$ 200 mil mensais, com média de R$ 130 mil. CTOs têm remuneração média de R$ 52 mil. Já os Representantes Técnicos de Vendas (RTVs) recebem entre R$ 8 mil e R$ 18.645, com média de R$ 13.842,50.

A área comercial também se destaca pela estabilidade e forte demanda, mesmo diante de oscilações econômicas. Segundo Rizzon, “é um dos poucos segmentos que segue contratando mesmo em períodos de retração”.

O uso de marketplaces agrícolas tem potencializado ainda mais essa movimentação. Plataformas digitais permitem acesso facilitado a insumos, crédito, benefícios e consultoria, ao mesmo tempo que geram oportunidades para distribuidores, cooperativas, técnicos e consultores. Os RTVs, por exemplo, passaram a atuar também como afiliados digitais, recomendando produtos e impulsionando vendas online, o que amplia o potencial de ganhos e empreendedorismo.

Esse dinamismo é confirmado por dados do Cepea, que apontam crescimento expressivo na agroindústria e nos agrosserviços, exigindo equipes multidisciplinares e cada vez mais qualificadas.

“O agronegócio brasileiro está em um novo patamar. Celebrar o Dia do Trabalhador Rural é também reconhecer o papel estratégico desses profissionais na transformação do setor e no desenvolvimento do país”, conclui Rizzon.

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