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Investidores ensaiam novo pânico, mas bolsa se recupera no final

Depois de despencar 1,5% na terça-feira e chegar a cair 1,09% nesta quarta-feira (28), a bolsa brasileira se recuperou e fechou o dia estável, com leve alta de 0,08%, aos 83.874 pontos. A boa notícia é que o índice fechou longe da mínima do dia (82.889 pontos) e próximo da máxima (83.889), o que pode indicar, pelo menos no curto prazo, o fim das quedas.

Para o analista de investimento da Mirae Corretora, Pedro Galdi, o comportamento do investidor estrangeiro será fundamental para determinar para onde vai a bolsa brasileira. Segundo ele, se dependesse apenas de fatores internos, o Ibovespa deveria estar em tendência de alta. “O viés da economia brasileira é positivo e, quando isso acontece, a bolsa sobe.” O problema é que quem dá o ritmo da bolsa brasileira são os investidores estrangeiros. E, para eles, mais importantes do que a queda na Selic ou a recuperação do PIB brasileiro são a alta dos juros nos Estados Unidos e o risco de guerra comercial entre EUA e China. “Em clima de incerteza, o investidor estrangeiro deixa os países emergentes”, diz Galdi.

Esses riscos vêm depois de a bolsa brasileira subir 11,14% m janeiro e 0,52% em fevereiro. “As incertezas depois de uma alta tão forte levam os investidores a vender os papeis e realizar lucros.” No atual cenário, Galdi recomenda ao investidor escolher ações de empresas com bons fundamentos, focar no médio prazo e ignorar a volatilidade do curto prazo.

Por que é importante

Os principais índices das bolsas americanas, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq, fecharam em alta. No Brasil, das cinco ações mais negociadas do dia, três fecharam em alta – Vale (1,66%), Itaú (0,92%) e Bradesco (0,65%) – e duas em baixa – Petrobras (1,12%) e Banco do Brasil (0,32%)

Quem ganha

As ações da Marfrig registraram a maior alta do dia (3,55%), cotadas a R$ 5,83

Quem perde

As ações ordinárias da Eletrobras registraram a maior baixa do dia (4,78%), cotadas a R$ 21,11

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