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Bolsa despenca após intervenção do governo na Petrobras

Bolsa despenca após intervenção do governo na Petrobras

Em um dia positivo para os principais mercados globais, o Ibovespa se descolou do exterior e registrou seu pior resultado em 12 pregões, impactado pelo recuo nas ações da Petrobras. O índice caiu 1,98% nesta sexta-feira, fechando a semana em baixa de 4,36% e acumulando queda de 2,66% no mês. Já o dólar comercial subiu 0,83%, negociado por R$ 3,89, em seu segundo avanço consecutivo.

A petroleira perdeu R$ 32 bilhões em valor de mercado após o governo intervir na companhia para barrar o aumento de 5,74% no preço do diesel, que havia sido anunciado na quinta (11). O presidente Jair Bolsonaro determinou a suspensão do reajuste para evitar uma nova greve dos caminhoneiros, que vinha sendo ameaçada pela categoria.

“A interferência política na gestão da Petrobras assusta o mercado, que tem uma espécie de déjà vu, lembrando o que foi o governo Dilma Rousseff”, afirma Rafael Passos, analista da Guide Investimentos. Apesar da queda vertiginosa, Passos diz que a corretora mantém a recomendação de compra para os papeis da estatal. “Ainda não dá para afirmar que isso representa uma mudança definitiva no comando da companhia. Porém, podemos mudar de opinião caso a União volte a interferir.”

As cinco ações mais negociadas da sessão registraram baixa: preferenciais da Petrobras (-7,75%), Itaú Unibanco (-1,05%), Vale (-0,60%), Banco do Brasil (-3,17%) e Bradesco (-0,91%).

Por que é importante
Com o resultado desta sexta, o Ibovespa teve o seu pior fechamento desde o dia 27 de março
Quem ganha
As ações da JBS tiveram a maior alta do dia: 4,44%, cotadas a R$ 17,64
Quem perde
As ações ordinárias da Petrobras tiveram a maior baixa do dia: -8,54%, cotadas a R$ 29,13

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