Casa Branca alega que não houve conflito de interesses
Análise publicada pela CNBC aponta que o presidente Donald Trump realizou 327 compras de ações em 8 de abril de 2025, em meio à turbulência causada por seu plano de tarifas conhecido como “liberation day”. No dia seguinte, ele publicou em sua rede Truth Social que era um “GRANDE MOMENTO PARA COMPRAR!!!” e anunciou uma reversão parcial das tarifas, o que impulsionou o S&P 500 em cerca de 9,5%, registrando uma das maiores altas diárias da história.
As aquisições se concentraram em gigantes da tecnologia como Apple, Alphabet, Amazon, Microsoft e Nvidia, todas integrantes do grupo “Magnificent Seven”. Essas empresas haviam sofrido fortes quedas após o anúncio inicial das tarifas, mas se recuperaram rapidamente com a mudança de política. Apple, por exemplo, caiu 5% em 8 de abril e disparou mais de 15% no dia seguinte, seu melhor desempenho desde 1998. Já a Nvidia avançou quase 19% em apenas uma sessão.
Conforme a CNBC, o episódio ilustra como Trump, além de influenciar diretamente os mercados com suas decisões, mantém um envolvimento pessoal significativo neles. A divulgação financeira de 2025, com 927 páginas, mostra receitas de US$ 2,24 bilhões, incluindo ganhos com criptomoedas, propriedades de golfe e acordos legais.
Apesar das críticas de investidores e usuários em fóruns como o WallStreetBets, que levantaram suspeitas de manipulação, a Casa Branca afirmou que não há conflitos de interesse e que os investimentos do presidente são administrados por terceiros.
