O Ibovespa fechou em baixa de 0,05% nesta segunda-feira (29), aos 173.205 pontos. O dólar ficou estável em 0,15%, cotado a R$ 5,17 no encerramento. O índice nacional abriu a semana no vermelho, refletindo a maior cautela dos investidores com o cenário doméstico. O principal fator de pressão veio da divulgação do Boletim Focus, que mostrou nova alta nas projeções para a inflação de 2026 e a manutenção da expectativa de uma taxa Selic elevada no fim do ano. O quadro reforçou a percepção de que os juros permanecerão em patamar restritivo por mais tempo, reduzindo o apetite por ativos de risco e pressionando principalmente as ações mais sensíveis ao custo do crédito. O desempenho contrariou o movimento observado no exterior. Em Wall Street, os principais índices operaram em alta impulsionados pelo alívio nas tensões entre Estados Unidos e Irã, o que sustentou o apetite global por risco. No entanto, o cenário internacional mais favorável não foi suficiente para compensar as preocupações dos investidores com a trajetória da economia brasileira, que segue marcada por expectativas inflacionárias elevadas e perspectiva de juros altos por um período prolongado.
As maiore altas foram da OSX Brasil (12,5%) e preferenciais da Azul (9,67%). As baixas, preferenciais da Azevedo & Travassos (-27,68%) e Inepar (-21,03%). Das cinco ações mais negociadas, três apresentaram evolução: B3 (-1,41%), Cosan (-1,33%), preferenciais do Itaú Unibanco (0,4%), preferenciais do Bradesco (1,4%) e Magazine Luiza (4,5%). O volume negociado foi de R$ 14,16 bilhões.
