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Há 27 anos o real domava a inflação e trazia previsibilidade à economia

O 1º de julho de 1994 é uma das principais datas da história do Brasil desde a redemocratização. Foi quando entrou em circulação o real (R$), que transformou o cenário e – aos trancos e barrancos – abriu caminho para o desenvolvimento social e econômico do país ao longo das três décadas seguintes.

A principal missão da então nova moeda era controlar a hiperinflação, que chegou a atingir 2.000%. O real resgatou a confiança em uma moeda brasileira depois 12 planos fracassados desde 1979. Alicerçado em desindexação, contigenciamento do câmbio, elevação da taxa de juros para fazer caixa e equilíbrio fiscal, seu programa pavimentou o caminho para a abertura econômica e as privatizações.

Com o novo dinheiro na praça, o ambiente para as empresas melhorou e o brasileiro passou a ter previsibilidade na hora de fazer compras e organizar seu orçamento, já que era possível saber o preço do pãozinho, da carne e do aluguel ao final de cada mês. Também houve condições aos cidadãos para poupar recursos sem receio de um confisco ou de uma forte desvalorização cambial em um curto espaço de tempo. De uma forma ampla, o real trouxe estabilidade e serviu para a estruturação do tripé macroeconômico vigentel, com metas para a inflação, câmbio flutuante e responsabilidade fiscal.

Politicamente, a moeda impulsionou a eleição do ministro da Fazenda do governo Itamar Franco (1992-1994), Fernando Henrique Cardoso (PSDB), que ocupou a presidência por dois mandatos (1995-2002). No boom das commodites advindo do crescimento da China, a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soube surfar por dois mandatos (2003-2010) na relativa bonança pavimentada pelo dinheiro forte que turbinou programas sociais e obras de infraestrutura. “O Plano Real, em vez de surpreender o povo com medidas inesperadas, anunciou de antemão o que aconteceria: anunciávamos e cumpríamos. Foi assim que fomos ganhando credibilidade, interna e no exterior”, afirmou Fernando Henrique.

A crise econômica e o descontrole de gastos provocados pela desastrosa administração de Dilma Rousseff (2011-2016), consonante com a atual turbulência política, pressionam e colocam o real e sua herança na berlinda. A disparada da inflação assusta. Hoje, R$ 1 real em seu lançamento vale R$ 6,70 – um aumento de 570% corrigido pelo IPCA. A moeda resiste, mas precisa ser melhor tratada.

O fortalecimento do real passa pela manutenção do compromisso com o equilíbrio de gastos, as reformas estruturantes e o enxugamento do Estado. Ao caminhar nesta direção, o país poderá assistir o crescimento das empresas nacionais, a evolução do empreendedorismo e a criação de um ambiente economicamente sadio para que o brasileiro possa prosperar sem o risco de retrocessos.

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