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Exame: BlackRock aumenta aposta no Brasil e B3 passa a negociar novos ETFs

A partir desta segunda-feira, 3, a bolsa brasileira (B3) passará a negociar novos títulos estrangeiros lastreados em cotas de fundos de índice (ETFs) da BlackRock, principal gestora do mundo, com mais de 8 trilhões de dólares em ativos sob gestão.

Na lista, estão 26 novos ETFs iShare, negociados a partir de BDRs (Brazilian Depositary Receipts) com registro em países como França, Canadá e Suíça, em uma estreia inédita desses países no portfólio. A listagem de todos os BDRs, porém, continuará sendo em índices norte-americanos.

A chegada também simboliza uma nova aposta da BlackRock no país, principalmente no que diz respeito a produtos ESG (ambientais, sociais e de governança), com a negociação de um novo fundo com esse viés. Outros dois BDRs de ETFs referenciados no mercado imobiliário – os primeiros da categoria a serem negociados na B3 – também irão estrear nesta segunda.

Por enquanto os produtos estarão disponíveis apenas para investidores qualificados, aqueles com capital investido superior a 1 milhão de reais, mas a tendência é que estejam disponíveis para pessoas físicas e investidores menores em um futuro próximo, segundo a BlackRock.

Essa é a segunda aposta da gestora para o Brasil. Em novembro do ano passado, a BlackRock disponibilizou 37 ETFs via a listagem de BDRs – 35 de ações e 2 de commodities. Em fevereiro, 11 desses ETFs foram liberados para negociação de pequenos investidores, seguidos de outros 12, que foram liberados em março. Com os novos produtos, a BlackRock passa a ter 65 ETFs negociados no país.

“Como sempre dizemos, o nosso propósito é fazer a diversificação internacional mais simples e acessível para o investidor brasileiro. Com esses, totalizamos 65 BDRs de ETFs listados na B3 e desses, 23 já estão disponíveis para todas as pessoas físicas e nossa intenção é que, em breve, todos estejam”, disse, em nota, Carlos Takahashi, presidente da BlackRock no Brasil.

Os dois lançamentos vêm menos de um ano após as mudanças regulatórias aprovadas pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM). Em setembro de 2020, a autarquia autorizou o lançamento de ativos com lastro em ETFs e permitiu acesso por qualquer investidor pela primeira vez no país.

Por Maria Clara Dias

Publicado originalmente em https://invest.exame.com/esg/blackrock-aumenta-aposta-no-brasil-e-b3-passa-a-negociar-novos-etfs

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