Andre Agassi relembrou na Expert XP 2026 como conseguiu se reinventar no tênis e voltar ao topo do ranking mundial. O ex-tenista contou que durante boa parte da infância e dos primeiros anos como profissional enxergava o esporte como uma obrigação, resultado da pressão do pai, um imigrante iraniano que via no tênis o caminho para o “sonho americano”. Aos 13 anos, Agassi foi enviado para uma academia especializada e passou a viver em função de vitórias e derrotas, sem encontrar satisfação real.
Mesmo após alcançar o número 1 do mundo em 1995, Agassi disse que não sentiu realização. Dois anos depois, caiu para a 141ª posição e precisou disputar torneios menores para reconstruir sua carreira. A virada veio quando decidiu assumir o controle de sua trajetória e encontrou propósito fora das quadras, ao investir em projetos de educação para crianças em áreas vulneráveis.
“Só porque eu não escolhi a minha vida não significa que eu não possa assumir o controle dela. Quando tirei os olhos de mim e os coloquei em quem precisava daquilo que eu gostaria de ter tido, encontrei resiliência e comprometimento”, disse Andre Agassi.
Com essa nova perspectiva, voltou ao circuito e conquistou Roland Garros em 1999, completando o Career Grand Slam e encerrando o ano novamente como número 1 do mundo. Segundo ele, a mudança foi também mental.
“A principal diferença é que eu queria estar lá. Não conseguia mais ser distraído por resultados, placares, derrotas ou sucessos. Passei a me concentrar no momento presente e no próximo ponto”, declarou o ex-tenista.
Agassi permaneceu em atividade até 2006, encerrando a carreira com oito títulos de Grand Slam e um legado marcado não apenas por conquistas esportivas, mas pela capacidade de se reinventar ao alinhar propósito e desempenho.
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