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Sem governança não há ESG: o alerta que o mercado de capitais já entendeu

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10 de novembro de 2025

Enquanto os holofotes do mercado brilham sobre temas como descarbonização, emissões de carbono e energia renovável — o pilar ambiental (E) da agenda ESG —, um alerta silencioso, porém decisivo, começa a ecoar entre os investidores mais atentos: sem governança (G) não há ESG confiável.

Essa é a mensagem que a BDO, uma das maiores empresas globais de auditoria e consultoria, reforça com urgência. “Como se falou muito nas últimas décadas sobre sustentabilidade, o ESG está muito ligado à pauta ambiental. Mas as empresas precisam entender que não é só isso para deixarem de correr riscos desnecessários”, afirma Raul Corrêa da Silva, CEO da BDO Brasil.

Governança: o pilar que sustenta a credibilidade ESG

Mais do que seguir regras de compliance, a governança hoje representa o sistema de integridade, transparência e rastreabilidade que valida qualquer iniciativa ESG. É o mecanismo que garante que os dados divulgados — ambientais ou sociais — sejam confiáveis, auditáveis e comparáveis.

“Neste cenário, um trabalho de auditoria – ainda que não envolva informações ESG – é essencial para garantir a transparência necessária e também para que os tomadores de decisão tenham uma visão clara da empresa”, reforça Corrêa.

Para o mercado de capitais, o G é o filtro primário. Empresas que não demonstram estrutura de controle e prestação de contas perdem acesso a capital, especialmente aos fundos ESG e aos green bonds. “O mercado se deu conta de que não bastam mais apenas boas intenções. É preciso ter um sistema de controle interno que ateste que os dados de sustentabilidade são tão confiáveis quanto os financeiros”, destaca Viviene Bauer, sócia-líder de ESG da BDO.

A adoção de padrões internacionais, como as normas ISSB/IFRS S1 e S2, é cada vez mais exigida por investidores globais. E essas normas começam pela governança.

Governança fraca custa caro

Empresas com governança deficiente enfrentam riscos elevados: perda de credibilidade, vulnerabilidade regulatória e dificuldade de integrar riscos ESG na estratégia do C-level. “O que não falta são crises para colocar as empresas à prova. Nos últimos anos tivemos uma série delas e o que conseguimos observar é que aquelas que tinham uma governança sólida sofreram impactos menores”, conclui Corrêa.

Antes de investir em métricas ambientais ou sociais, pergunte: “Minha governança está pronta para sustentá-las?”

A BDO está pronta para ajudar sua empresa a transformar boas intenções em resultados mensuráveis. Fale com nossos especialistas e descubra como fortalecer sua governança para conquistar investidores e crescer com responsabilidade.

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