Em um setor marcado por sinistralidade elevada, insatisfação dos usuários e reajustes imprevisíveis, a Alice — plano de saúde para empresas — vem conquistando espaço com um modelo que alia atenção primária, coordenação do cuidado e tecnologia para entregar resultados de saúde acima dos benchmarks nacionais e internacionais. No primeiro semestre de 2025, a empresa cresceu 44% em receita e 51% em número de membros, projetando ultrapassar R$ 1 bilhão em faturamento até 2026.
A operadora fechou 2024 com R$ 350 milhões em receita, alta de 70% sobre o ano anterior, e prevê R$ 650 milhões em 2025. A base atual é de 70 mil membros, com meta de encerrar o ano com mais de 80 mil. Na cidade de São Paulo, principal praça da saúde suplementar, a Alice cresceu 74% nos primeiros seis meses de 2025 — desempenho que a posiciona como a operadora que mais avançou no período, enquanto outras registraram retração ou crescimento máximo de 8%.
Esse ritmo é sustentado por um modelo que reduz desperdícios e melhora os desfechos clínicos. O índice de sinistralidade na carteira empresarial é de apenas 53%, frente à média de 85% do setor segundo a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS). O reajuste aplicado em 2025 para empresas com até 29 vidas foi de 11,2%, abaixo da média de 15% praticada por outras operadoras. “O nosso modelo foi criado para deixar as pessoas mais saudáveis, ao mesmo tempo em que evita desperdícios. Isso nos permite direcionar melhor os recursos e aplicar reajustes mais baixos do que a média do setor”, afirma André Florence, cofundador e CEO da Alice.
Os resultados clínicos comprovam o impacto do modelo. A frequência de uso do pronto-socorro é 19% menor que a média da saúde suplementar, gerando uma economia de quase R$ 3 milhões em um único ano. Além disso, a média de reospitalização não programada entre os membros da Alice é de 5,8%, contra 8,8% no mercado. E 80% dos membros avaliam sua saúde como boa ou excelente — índice superior à média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Entre os membros com diabetes, 62% mantêm a doença controlada (perante 47% no mercado). Em saúde mental, 48% dos pacientes com transtornos depressivos apresentam melhora significativa em três meses, superando benchmarks dos EUA (35%) e do Reino Unido (47%).
A proposta da Alice responde a uma demanda crescente por previsibilidade e eficiência entre as empresas contratantes. A transparência nos dados, o acompanhamento próximo e a capacidade de gerar insights populacionais tornam a operadora uma aliada na tomada de decisão — não apenas um fornecedor de plano.
Outro diferencial está na experiência do colaborador. A atenção primária, ainda que não obrigatória, é acessada mensalmente por 30% dos membros, com profissionais que conhecem o histórico clínico e atuam de forma proativa. A jornada é fluida e o cuidado é coordenado desde o primeiro contato. Essa abordagem reduz a fragmentação, melhora a resolutividade e fortalece a percepção de valor.
Na visão de Florence, o Brasil precisa de um setor de saúde mais eficiente, com foco no resultado real para as pessoas. “Isso só é possível quando o modelo de cuidado entrega valor para todos os lados: usuários, empresas e profissionais de saúde. Nossa jornada prova que é possível escalar saúde no Brasil sem abrir mão da qualidade, eficiência e impacto real na vida das pessoas”, finaliza o executivo.
