A empresária e conselheira Rachel Maia participou do VII Innovation Day, promovido por MONEY REPORT, que neste ano teve como tema “Os desafios pós-IA para pessoas e empresas”. Em entrevista durante o evento, Rachel destacou que a inteligência artificial não deve ser vista como substituta das pessoas, mas como ferramenta para acelerar processos. Segundo ela, cabe aos conselhos de administração garantir que a estratégia das empresas contemple essa transformação tecnológica, já que a velocidade das mudanças é sem precedentes e impacta diretamente a sustentabilidade dos negócios.
Rachel também ressaltou que a composição dos conselhos está mudando. Além de executivos com experiência de mercado, cresce a necessidade de incluir perfis diversos, como especialistas em tecnologia, consultores de transformação digital, profissionais com sensibilidade social e ambiental. Para ela, o investidor precisa confiar no conselheiro, mas também garantir que ele esteja preparado para impulsionar a transformação e discutir os impactos da inovação.
Ao falar sobre o Brasil, Rachel afirmou que o país deixou de apenas receber ordens e passou a se posicionar entre os principais players globais. No entanto, para ocupar esse espaço, é necessário apresentar respostas concretas às demandas da transição energética e da transformação tecnológica. Ela destacou que o Brasil possui fontes renováveis e tecnologia, mas precisa se organizar melhor para aproveitar esse potencial.