O Pacto Contra a Fome divulgou seu Relatório Anual de 2025 (clique aqui e confira a íntegra do balanço) com resultados que reforçam tanto o impacto social quanto a solidez institucional da organização. O documento mostra avanços em políticas públicas, mobilização social e fortalecimento da governança, consolidando o papel do Pacto como articulador multissetorial e suprapartidário no enfrentamento da insegurança alimentar.
Entre os destaques, estão a aprovação de três projetos de lei estratégicos no âmbito da Agenda Legislativa “Da Política ao Prato”, que ampliam a capacidade de resposta do poder público em áreas como alimentação escolar e agricultura familiar. O relatório também registra a adesão crescente de municípios ao Sistema Nacional de Segurança Alimentar (Sisan), com 82% das cidades do Pará e 86% do Maranhão já integradas, além da expansão do projeto Ceasa Desperdício Zero, que hoje envolve centrais responsáveis por 75% do abastecimento nacional.
A mobilização social ganhou força com a 3ª edição do Prêmio Pacto Contra a Fome, que recebeu 346 inscrições e destinou R$ 2 milhões a iniciativas de impacto direto, e com a campanha publicitária “Jogue Contra o Desperdício”, que alcançou mais de 30 milhões de pessoas em todo o país.
No campo institucional, o Pacto registrou receita total de R$ 21,6 milhões, superávit de R$ 1,06 milhão e contratos futuros de R$ 23,3 milhões, com 84% dos recursos destinados a programas e projetos. O patrimônio social chegou a R$ 3,04 milhões e a rede de apoiadores somou 71 parceiros em 2025.
“Em 2025, o Pacto Contra a Fome amadureceu. Consolidamos nossa identidade como articulador multissetorial e suprapartidário, avançamos em frentes legislativas com a Agenda Legislativa Da Política ao Prato, mobilizamos atores em torno do Prêmio Pacto Contra a Fome e do Ceasa Desperdício Zero. E investimos com igual seriedade no fortalecimento da nossa estrutura interna porque impacto de longo prazo exige uma instituição sólida. Foi nesse espírito que instituímos o Conselho Fiscal, um órgão atuante e qualificado que eleva o rigor e a transparência dos nossos mecanismos financeiros. E estruturamos o Programa de Mantenedores, que garante contribuições recorrentes, assegura previsibilidade de recursos, aumenta nossa independência e amplia nossa agilidade no enfrentamento da fome, na promoção da segurança alimentar e na redução do desperdício de alimentos no Brasil”, destaca Geyze Diniz, Presidente do Conselho do Pacto Contra a Fome.
“Os reconhecimentos recebidos nos animam e mostram que estamos no caminho certo. Mas o que verdadeiramente nos move é o que ainda está por fazer. Acabar com a fome no Brasil não é utopia, é escolha. Exige coordenação entre setores, estratégia, políticas estruturais, investimento intencional e uma sociedade que decida, de uma vez, que isso não é aceitável. O Pacto Contra a Fome existe para ser esse espaço de convergência onde governo, setor privado, sociedade civil, academia e imprensa encontram um propósito comum. Seguimos com responsabilidade, com ambição e com a certeza de que um Brasil sem fome é possível e urgente”, completa Geyze Diniz.
Esse balanço reforça a relevância do Pacto Contra a Fome como referência nacional em segurança alimentar e mostra que o enfrentamento da fome pode ser conduzido com estratégia, transparência e impacto sistêmico.