O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que ordenou a invasão da Venezuela e capturou o presidente do país, Nicolás Maduro. “Os Estados Unidos da América realizaram com sucesso um ataque em larga escala contra a Venezuela e seu líder, o presidente Nicolás Maduro, que foi capturado e levado para fora do país juntamente com sua esposa. Esta operação foi realizada em conjunto com as forças policiais dos EUA”, escreveu Trump em redes sociais.
Detalhes da operação vão surgir nas próximas horas. Mas, agora, as atenções se voltam para as consequências do ato empreendido pelos EUA. Como se sabe, o governo venezuelano não contava com o apoio da população. Os venezuelanos irão apoiar a derrubada de Maduro ou serão silenciados pelos militares locais?
Outra pergunta é em relação ao Exército do país, frequentemente apontado como ligado ao narcotráfico. Os oficiais vão defender seu território (e, portanto, o narcotráfico) ou irão negociar uma anistia ampla a quem colaborou com o crime nos últimos anos?
O temor é que o crime organizado deflagre uma resistência armada e coloque o país em guerra civil durante anos. Mas esse seria o preço a pagar para diminuir o poder dos traficantes na região.
A prisão de Maduro carrega um forte simbolismo, uma vez que ele representava uma ditadura ligada ao narcotráfico. Mas justamente essa ligação com o crime é que sugere existir um plano de contingência para atuar sem o ditador. Criminosos sempre têm substitutos para os chefões – e, no caso venezuelano, isso deve se repetir.
Resta saber, agora, se teremos um novo Vietnã em terras venezuelanas, também cobertas por florestas tropicais que empoderam guerrilheiros contra soldados. Trump sabe que terá de ser rápido e desbaratar a aliança entre militares e criminosos nas próximas horas. Caso contrário, poderá sofrer com a reação da opinião pública americana.