O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), insistiu que o governo enviasse a proposta de reforma tributária para desafogar a discussão do assunto no Congresso. Depois de o ministro Paulo Guedes ter encaminhado as sugestões da equipe econômica, agora Maia volta as atenções para a reforma administrativa. O presidente da Casa defendeu nesta quinta-feira (23) que o governo apresente o projeto que pode mudar as carreiras e os salários dos servidores públicos federais. Para Maia, se o governo deixar para enviar a PEC em 2021, haverá muita pressão sobre a máquina pública, e a proposta dificilmente será aprovada. “Independentemente de ser a melhor proposta, a gente tem que fazer o debate. Principalmente depois da pandemia, a necessidade de a gente organizar direito, não por gambiarra, a situação fiscal e administrativa brasileira é muito importante”, comentou. Rodrigo Maia falou também que há uma “janela” de 12 meses para aprovar a reforma e que após esse período o debate da campanha eleitoral de 2022 pode inviabilizar o processo. “Nós temos 12 meses para fazer as coisas. Mais do que isso, apresentar uma reforma em 2021, esquece, porque a Casa revisora vai fazer a conta de que tem que fazer a votação no segundo semestre. Aí morreu, ninguém vai votar nada no segundo semestre de 2021”, completou.
