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Governo inchou estatal para atender aliados, diz jornal

O Estadão traz novos detalhes nesta segunda-feira (10) sobre o “orçamento secreto” de R$ 3 bilhões organizado pelo governo do presidente Jair Bolsonaro para agradar parlamentares da base aliada – principalmente do Centrão – com o repasse de verbas para fins eleitorais. Contrariando a expectativa de enxugamento da máquina pública, propagada pelo ministro Paulo Guedes (Economia), o jornal revela um inchaço da Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) nos últimos meses. A estatal foi criada durante a ditadura militar para desenvolver o trecho onde correm o rio, seus afluentes e subafluentes e incluía inicialmente Alagoas, Bahia, um pedaço de Goiás e de Minas Gerais, Pernambuco e Sergipe. Desde que Bolsonaro chegou ao Palácio do Planalto, a área de atuação da Codevasf cresceu de 27,05% para 36,59% do território nacional, contemplando agora o Amapá, reduto do senador Davi Alcolumbre (DEM); o Rio Grande do Norte, do ministro do Desenvolvimento Regional, Rogério Marinho (sem partido), e a Paraíba, do deputado Wellington Roberto, líder do PL na Câmara. Entre os motivos para a empresa ter se tornado a preferida para o envio de recursos por imposição dos parlamentares, a publicação destaca a capacidade de executar obras e entregar máquinas aos municípios e Estados mais rapidamente do que o governo. Por ser uma estatal, a Codevasf tem regras de contratação mais flexíveis do que um ministério.

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