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Década perdida para quem?

O editorial da Folha de S. Paulo de hoje fala sobre décadas perdidas no Brasil. Assim, estaríamos chegando ao fim do presente decênio, segundo o jornal, mais pobres do que o anterior – exatamente como ocorreu nos anos 1980. O editorial ressalva que hoje, ao contrário do que aconteceu no passado, temos protocolos e sistemas para refrear a inflação e outras mazelas econômicas. Mas a lógica utilizada para o raciocínio é simples: a recessão criada pelo coronavírus e o desastre econômico de Dilma Rousseff afundaram o país.

Mas é o caso de se perguntar: quantas empresas foram criadas com sucesso na década atual? Podemos apontar boa parte dos unicórnios brasileiros (doze dos dezesseis), por exemplo. E os anos 1980? Foi quando sugiram gigantes como BTG Pactual, Fast Shop, SBT, Havan, Odontoprev e Cacau Show, para ficar em alguns casos.

Para muitos empresários e colaboradores, as décadas de 1980 e de 2010 foram um período difícil e desafiador. Mas, ao mesmo tempo, foi uma era que gerou inúmeras oportunidades de negócios, devidamente aproveitadas pelos empreendedores. Portanto, o que é perda para um pode significar a vitória para outros. Se não houvesse esse fenômeno, os tombos estatísticos da economia seriam ainda maiores. Ou seja: é a inciativa privada quem carrega o crescimento do Brasil nas costas, apesar dos altos e complexos impostos e do controle excessivo do Estado nos negócios. Imagine o poder de geração de riqueza na mão dos empresários se tivéssemos menos impostos e menos rédeas para frear nosso crescimento.

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