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Bamin vai escoar minério por 500 km de ferrovia concedida na Bahia

A Bahia Mineração (Bamin) assinou com o governo federal, na manhã desta sexta-feira (3), o contrato de concessão por 35 anos de um trecho da Ferrovia de Integração Oeste-Leste (Fiol 1, parte da da EF-334). A cerimônia ocorreu em um grande galpão montado sobre os trilhos, no interior do município de Tanhaçu, na Bahia, com a presença do presidente Jair Bolsonaro (imagem) e do ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas. O contrato abrange os 537 quilômetros entre Caetité, no sertão, e Ilhéus, no litoral.

Leiloada em abril, a ferrovia receberá investimentos privados de R$ 3,3 bilhões, sendo R$ 1,6 bilhão para o término do segmento, concluído em 75%. A expectativa é que a operação comece em 2025, com o transporte de mais de 18 milhões de toneladas, principalmente minério de ferro extraído da mina Pedra de Ferro, da Bamin, em Caetité. De início, serão 16 locomotivas e 1,4 mil vagões, com pelo menos 1,1 mil para minério. Até 2035, o volume poderá superar os 50 milhões de toneladas transportadas em 34 locomotivas e 2,6 mil vagões.

A Bamin é uma subsidiária da holding Eurasian Resources Group (ERG) e começou a exportar minério em junho para a Ásia e a Alemanha. Como a Fiol 1 não está concluída, o minério segue por uma rota complexa, demorada e antieconômica, indo por via rodoviária até o terminal ferroviário de Licínio de Almeida, de onde segue pela Ferrovia Centro-Atlântica (FCA) até o Terminal Petim, no município de Castro Alves, onde o minério volta aos caminhões para ser levado até Terminal Enseada, em Maragogipe, para ser embarcado em navios. O grupo ERG também atua no Cazaquistão, República Democrática do Congo (RDC), Zâmbia, Zimbábue, África do Sul, Moçambique e Mali.

O governo também avança com o projeto da Fiol 2, entre Caetité e Barreiras, no extremo oeste da Bahia. As obras do trecho de 485,4 quilômetros estão em andamento. Já a Fiol 3, de Barreiras a Figueirópolis, em Tocantins, aguarda licença de instalação. Quando estiver pronta, a Fiol será um corredor de escoamento com 1.527 quilômetros, conectando o futuro porto de Ilhéus com a Ferrovia Norte-Sul, por onde passam minério, combustíveis e commodities agrícolas.

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