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As parcerias público-privadas não enfrentam mais resistência, diz especialista

As parcerias público-privadas (PPPs) têm avançado no país. Dados da empresa Radar PPP, consultoria especializada nesse modelo de negócio, apontam crescimento de 98% no volume de transações nos últimos dois anos. Em entrevista a MONEY REPORT, Guilherme de Ávila Naves, professor do Insper e sócio fundador da Radar PPP, fala sobre os avanços e os desafios das parcerias.

O explica o crescimento de 98% das PPPs nos últimos dois anos, sendo que a Lei nº 11.079, que rege esse tipo de parceria, existe desde 2004?
O crescimento não é exponencial na quantidade de parcerias assinadas ou em operação. Ele é um crescimento na vontade, na intenção de se fazer projeto de PPPs pelo Brasil. Mas, de fato, houve um lançamento significativo de projetos no ano passado e em 2016

As PPPs ainda enfrentam resistência?
Não. Nós já passamos dessa fase. Cada vez mais nós vemos isso ser incorporado ao discurso político. As PPPs nunca estiveram tão presentes nos pleitos eleitorais como agora.

Pode citar PPPs de sucesso no Brasil?
O Hospital do Subúrbio, na Bahia, as Escolas do Ensino Infantil em Belo Horizonte (MG), os projetos de construções habitacionais e o metrô da Linha 4 Amarela, ambos em São Paulo. Enfim, são projetos reconhecidos, celebrados.

O setor público ainda é resistente aos contratos de parcerias com o setor privado?
Há desafios a serem superados em relação ao envolvimento mais orgânico da iniciativa privada na provisão do serviço público. Mas o setor privado está presente em vários lugares. Na medida em que esse tema vai amadurecendo, as resistências vão sendo derrubadas, resistências que sempre estiveram escoradas por questões ideológicas.

Quais entraves afetam as PPPs?
Falta de conhecimento específico sobre o assunto, tanto do lado do setor público como do privado. PPP não é um assunto trivial, o que faz com que o custo de transação e preparação dos contratos seja alto e bastante demorado. Penso que um dos maiores desafios é o de comunicação. Os governos não sabem convencer os públicos de interesse – sociedade civil, academia, imprensa – que as PPPs fazem sentido. Bons projetos morrem por causa da baixa qualidade da comunicação a respeito deles.

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