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“A nossa volta pode ser em V”, indica Paulo Guedes

O ministro da Economia, Paulo Guedes, mostrou otimismo nesta segunda-feira (20) com a capacidade de o país recuperar rapidamente os efeitos negativos da pandemia do novo coronavírus. “Vai dar tudo certo”, disse Guedes na abertura da entrevista concedida via internet a Eduardo Guardia, ex-ministro da Fazenda e CEO da BTG Pactual Asset Management. Guedes destacou que a equipe econômica tem apresentado as iniciativas necessárias para minimizar os impactos sociais, preservar o máximo de empregos e dar mais liquidez ao mercado. “A nossa volta pode ser em V. Temos que ter capacidade de reagir. Vamos surpreender de novo o mundo”, afirmou.

O ministro defendeu as medidas de isolamento social, para controlar o avanço da doença, mas ressaltou a importância de planejar a reabertura. “A China e outros governos, como na Europa e nos Estados Unidos, já estão preparando a retomada. Também temos que pensar nisso”, comentou. Criticando a “exploração política de fatos isolados”, ele cobrou união para superar o momento turbulento. “Não é hora de desentendimento entre os brasileiros. Vidas estão em jogo”, alertou. Guedes também cobrou uma contribuição dos servidores públicos. “Não queremos tirar o poder de compra deles. Mas, se essa é uma situação de calamidade pública, o funcionalismo não pode ficar dois anos sem pedir aumento?”, questionou.

Sobre a demanda dos estados, alertou para os riscos de deterioração das contas públicas. “Não podemos deixar que uma crise de saúde gravíssima se transforme em um rombo fiscal sem precedentes”, afirmou. O ministro apontou que, no pós-pandemia, o país vai voltar ao caminho do equilíbrio de gastos e defendeu a reestruturação do Estado para fortalecer a economia. “O que vai tirar o Brasil da armadilha de baixo crescimento é a reativação dos investimentos, que precisa de um bom ambiente de negócios. A hostilidade aos negócios destrói os empregos. Nossa saída da crise vai depender de investimentos”, completou.

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