Com aporte de R$ 5,59 bilhões e participação de 30% na companhia mineira, grupo consolida estratégia de expansão em infraestrutura e reforça posição como um dos principais players do saneamento
O tradicional toque do sino da B3 marcou muito mais do que o encerramento formal da privatização da Copasa nesta semana. A cerimônia simbolizou a entrada definitiva da Equatorial em uma nova etapa de sua estratégia de crescimento, consolidando o grupo como investidor de referência da companhia mineira de saneamento. Ao lado de autoridades e executivos, o CEO Augusto Miranda (na imagem) protagonizou o momento que oficializou uma das maiores operações do mercado brasileiro em 2026.
A Equatorial desembolsou R$ 5,59 bilhões para adquirir 114.075.920 ações da Copasa, equivalente a 30% do capital total da empresa, ao preço de R$ 49,03 por ação. A fatia representa cerca de dois terços das ações colocadas à venda pelo Governo de Minas Gerais, que arrecadou aproximadamente R$ 8,38 bilhões com a oferta subsequente (follow-on). Após a operação, o Estado manteve apenas 5% de participação, além da chamada golden share, que preserva poder de veto em decisões consideradas estratégicas.
Mais do que uma aquisição relevante, o movimento reforça a transformação da Equatorial em uma plataforma nacional de infraestrutura. Tradicionalmente reconhecida pela atuação no setor elétrico, a companhia acelera sua diversificação em saneamento após participar da nova configuração do setor inaugurada pelo Marco Legal. Em julho de 2023, o grupo já havia se tornado investidor de referência da Sabesp, e agora amplia sua presença com a entrada na Copasa, consolidando posição em dois dos maiores ativos estaduais de saneamento do país.
A operação também fortalece a tese de crescimento da Equatorial ao incorporar uma companhia consolidada, com ampla cobertura em Minas Gerais e potencial para ganhos de eficiência operacional e expansão de investimentos. A empresa ainda assumiu compromissos de longo prazo previstos na modelagem da privatização, incluindo restrições para venda de sua participação até 2030 e metas ligadas à universalização do saneamento, fatores que reforçam o perfil estratégico (e não apenas financeiro) do investimento.
A Tacada da Semana de MR representa mais um passo na construção de um grupo cada vez mais diversificado em infraestrutura regulada. Depois de ampliar sua presença no setor elétrico e avançar sobre ativos estratégicos de saneamento, a companhia passa a comandar uma participação relevante em um dos últimos grandes ativos estaduais do segmento. O toque do sino na B3 marcou o início de uma nova fase para a Copasa, agora sob a liderança de um acionista privado que chega com capital, escala e a expectativa de acelerar investimentos em um setor considerado estratégico para o desenvolvimento do país.
“Temos um enorme prazer em iniciar essa trajetória em Minas Gerais, um estado de grande relevância econômica, social e cultural para o Brasil. Chegamos com muito respeito pela trajetória da Copasa e pelo que ela representa para os mineiros. É uma prioridade estratégica para nós e um serviço essencial que transforma realidades, promove saúde, qualidade de vida e desenvolvimento. Queremos fortalecer uma companhia já relevante e acelerar a agenda da universalização”, afirmou o Augusto Miranda.
