O contrato de concessão do Aeroporto Internacional de Brasília deve passar por uma revisão extraordinária da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), por causa dos prejuízos causados pela pandemia. Com a interrupção e o cancelamento dos voos, a concessionária Inframerica estaria com dificuldades para honrar seus compromissos com o governo, já que é remunerada pelas taxas de operação. O desequilíbrio fiscal é de R$ 184 milhões, em valores atualizados, afirmou a Anac. A revisão ainda depende de aprovação do Ministério da Infraestrutura.
Não se trata do primeiro caso e nem tudo é culpa da covid. Por causa da retração econômica anterior, em 2018 a concessionária Aeroportos Brasil Viracopos, que opera em Campinas (SP) o maior terminal de cargas aéreas do Brasil, entrou em recuperação judicial. O aeroporto será relicitado. Em outubro, a concessionária assinou um termo aditivo para devolver as instalações e solucionar uma dívida de R$ 2,88 bilhões.
