A volta de parte das atividades escolares presenciais foi autorizada pelo governo estadual de São Paulo para cidades que estão na fase amarela do plano de flexibilização, como a capital. Porém, a prefeitura de São Paulo vetou, nesta terça-feira (18), o retorno programado a partir de 8 de setembro, diante do risco de contaminação dos alunos pela covid-19. A decisão engloba escolas públicas estaduais, municipais e as particulares.
Um mapeamento da prefeitura apontou que 64,4% dos alunos da rede pública municipal infectados pelo coronavírus são assintomáticas – mas podem transmitir a doença sem saber. O índice de contágio ficou em 16%. O levantamento foi realizado com 6 mil crianças e adolescentes com idades entre 4 e 14 anos, entre 6 e 10 de agosto. Assim, dos 6 mil testados, 960 apresentaram o vírus, porém, mais de 600 deles não apresentavam sintomas. O resultado foi apresentado nesta tarde pelo prefeito Bruno Covas e pelo secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido.
Na interpretação da administração, a determinação inclui todas as escolas, em vez de apenas as da rede pública municipal. “Estamos falando de uma decisão que vale para toda área de educação da Prefeitura de São Paulo. Claro que cabe ao prefeito e ao secretário de Educação organizar as escolas municipais na retomada das aulas, mas as decisões municipais, elas são para todos. Então nós não teremos o retorno às aulas na cidade de São Paulo”, afirmou o prefeito Bruno Covas, que não descartou a possibilidade de um recomeço em outubro, se as condições forem favoráveis.
