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Bolsonaro convida Temer a liderar missão humanitária em Beirute

Da redação
9 de agosto de 2020

O presidente Jair Bolsonaro convidou o ex-presidente Michel Temer, que tem ascendência libanesa, a coordenar uma missão de apoio ao Líbano. A capital o país, Beirute, foi atingida por uma grande explosão em sua zona portuária, na última terça-feira (4), causando 5 mil feridos e quase 200 mortos – três dos principais hospitais da cidade foram destruídos, enquanto outros dois sofreram severos danos. O ex-presidente, de 79 anos, foi citado por Bolsonaro, na manhã deste domingo (9), durante uma videoconferência com outros chefes de Estado e de governo para tratar de ações de apoio ao países do Oriente Médio.

“Nos próximos dias, partirá do Brasil, rumo ao Líbano, uma aeronave da Força Aérea Brasileira com medicamentos e insumos básicos de saúde, reunidos pela comunidade libanesa radicada no Brasil. Também estamos preparando o envio, por via marítima, de 4 mil toneladas de arroz, para atenuar as consequências da perda dos estoques de cereais destruídos na explosão. Estamos acertando, com o governo libanês, o envio de uma equipe técnica, multidisciplinar, para colaborar na realização da perícia da explosão. Convidei, como o meu enviado especial e chefe dessa missão, o senhor Michel Temer, filho de libaneses e ex-presidente do Brasil”, afirmou Bolsonaro.

Em nota repercutida por agências de notícias, a assessoria de Temer informou que o ex-presidente “está honrado” com o convite: “Quando o ato for publicado no Diário Oficial serão tomadas as medidas necessárias para viabilizar a tarefa”, diz a nota.

A videoconferência foi iniciativa do presidente da França, Emmanuel Macron, e contou com a participação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, do Líbano, Michel Aoun, além dos líderes do Egito, Catar e Jordânia, entre outros. Em seu breve pronunciamento, Bolsonaro classificou a reunião como necessária e urgente, reafirmou suas condolências às famílias das vítimas e destacou a relação histórica entre Líbano e Brasil. 

“O Brasil é lar da maior diáspora libanesa no mundo. Os 10 milhões de brasileiros de ascendência libanesa formam uma comunidade trabalhadora, dinâmica e participativa, que contribui de forma inestimável com o nosso país. Por essa razão, tudo que afeta o Líbano nos afeta”, disse.

Antes da explosão que devastou parte da cidade de Beirute, 75% dos libaneses já precisavam de ajuda, 33% estavam desempregados e cerca de um milhão de pessoas vivia abaixo da linha da pobreza.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou preocupação com a escassez dos medicamentos e a superlotação dos hospitais, adiantando que os fundos pedidos permitiriam dar resposta também ao combate à pandemia da covid-19.

A agência humanitária Programa Alimentar Mundial disse, esta semana, que com a destruição do porto de Beirute, o fornecimento de alimentos no território podia ser atrasado ou mesmo interrompido e, em consequência, os preços podiam aumentar. A escassez de comida já se sente e a população, ainda em choque, começa a recear a falta de alimentos e a dificuldade de obter até aos mais básicos.

A organização vai enviar cinco mil pacotes de comida, suficientes para alimentar famílias de cinco pessoas durante um mês, e planeja importar farinha de trigo e grãos para ajudar a suprir a escassez no território.

(com Agência Brasil)

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