O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, lamentou a marca de mais 100 mil mortes por covid-19 atingida no Brasil neste sábado (9). Em nota, ele afirmou: “Não se trata de números, planilhas ou estatísticas, mas de vidas perdidas que afetam famílias, amigos e atingem o entorno do convívio social”.

Pazuello destacou que o Brasil é o país com mais pacientes recuperados. São cerca de dois milhões. A informação não é completa, pois contra a covid-19 o que mais importa é o grau de isolamento. Em uma pandemia, o problema está no elevado grau de contágio. A taxa de letalidade do novo coronavírus é relativamente baixa, entre 1% e 4% – não há conclusões definitivas ainda. Como o país fez um enfrentamento débil e descoordenado, o número de infectados se tornou elevado entre uma grande população, causando uma ilusão, já que o número de vítimas por milhão é baixo. Pesquisadores suspeitam que, se incluídos os assintomáticos, a quantidade de infectados pode ser até quatro vezes maior no mundo, perfazendo até 80 milhões de pessoas.
A declaração do ministro foi uma maneira de mostrar serviço em um momento em que a pasta e o próprio presidente, Jair Bolsonaro, são alvos de pesadas críticas nacionais e internacionais. Além da Saúde, a Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), divulgou em redes sociais: “São muitos os números que merecem ser divulgados:
– Quase 3 milhões de vidas salvas ou em recuperação
– Um dos menores índices de óbitos por milhão entre grandes nações
– Um dos países que mais recupera infectados, sempre com índice de recuperação acima dos 95%”.
Todas as vidas importam: as que vão e as que ficam. Lamentamos as mortes por Covid, assim como por outras doenças. Nossas orações e nossos esforços têm a força de um Governo que dá tudo para salvar vidas, com uma reação que serve de exemplo ao mundo todo. O BRASIL VAI EM FRENTE🇧🇷 pic.twitter.com/npTEKjGhMX
— SecomVc (@secomvc) August 8, 2020
Dados da Universidade de Oxford, no Reino Unido, mostram o Brasil em 10º entre os países com o maior número de mortes por milhão – taxa de 468,44 por milhão de habitantes, atrás dos EUA, Suécia, Chile e Reino Unido.
