Bens do empresário Marcelo Odebrecht que estavam bloqueados desde março, a pedido do Grupo Odebrecht, foram liberados pela Justiça nesta quarta-feira (5). O montante chega a R$ 143,5 milhões, de acordo com a Folha de S.Paulo. Na ação em que obteve a interdição dos valores, a empreiteira questionava a validade de pagamentos feitos ao ex-presidente do grupo em novembro de 2016. Os recursos são parte dos R$ 217 milhões pagos pela empresa a Marcelo para que ele assinasse seu acordo de colaboração premiada, e, assim, permitir à companhia firmar acordo de leniência com o Ministério Público Federal (MPF).
A ação corre em segredo de Justiça, mas de acordo com pessoas que tiveram acesso à decisão, o juiz afirma que os fatos ocorreram de forma diferente do apresentado pela Odebrecht no pedido de bloqueio. A suspensão se baseia em informações apresentadas pela defesa de Marcelo. A Justiça Federal reconhece que o acordo entre o ex-presidente da empreiteira e a empresa teria sido assinado com o conhecimento de vários diretores e aprovado por membros do conselho de administração. Os advogados de Marcelo afirmam que os valores contestados são os mesmos pagos a outros 77 executivos que aderiram à delação premiada, versão contestada por pessoas ligadas à companhia.
