A crise gerada pelo novo coronavírus levou a companhia aérea britânica Virgin Atlantic a pedir recuperação judicial em Nova York. A linha aérea, que opera somente rotas internacionais, suspendeu todas as operações em abril, quando a pandemia causou colapso nas demandas de viagens, e retomou os voos somente em julho. A empresa, que tinha mais de 30 anos de operações lucrativas, chegou a negociar um empréstimo privado de 1,2 bilhão de libras esterlinas, cerca de 8,3 bilhões de reais, mas não conseguiu fechar o acordo.
O fundador da companhia aérea, o bilionário Richard Branson, anunciou publicamente que daria sua ilha particular como garantia do empréstimo. A Virgin Atlantic também recorreu, sem sucesso, a um pedido de socorro ao governo britânico. Sem condições de arcar com suas obrigações de curto prazo, a empresa recorreu a lei de falências dos Estados Unidos, baseada no capítulo 15 da legislação, que envolve empresas que operam em vários países. Ao acionar o dispositivo, a companhia aérea protegeu seus ativos nos Estados Unidos de credores do Reino Unido, enquanto busca a reestruturação financeira. Recentemente a empresa encerrou as atividades de sua base no aeroporto de Gatwick, o segundo mais movimentado da região metropolitana de Londres, e cortou mais de 3,5 mil postos de trabalho.
