As administrações do prefeito de São Paulo, Bruno Covas, e do governador paulista, João Doria, não se entendem sobre as regras para a reabertura econômica nesses tempos de pandemia. Enquanto a prefeitura defende um relaxamento, novas regras apresentadas pelas autoridades estaduais colocaram a capital em uma condição instável quanto ao nível de contágio pelo novo coronavírus.
A expectativa era de que a cidade atingisse a fase verde na próxima segunda-feira (2), após 28 dias na condição amarela. Porém, os critérios criados pelas autoridades estaduais impedem tal evolução, o que cria atritos. Desde a semana passada, o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, deixou de participar das reuniões semanais do Centro de Contigência do Coronavírus em São Paulo.
O governo estadual afirma que, para atingir a fase verde, é preciso uma taxa inferior a 40 internações e 5 óbitos por 100 mil habitantes. A cidade de São Paulo tem 75 internações e 9 mortes por 100 mil habitantes. Ou seja, Covas não conseguirá reabrir plenamente as atividades econômicas, o que o deixa sob pressão do empresariado.
Porém, com a taxa de ocupação dos leitos dos hospitais municipais nos últimos 7 dias ficando em 56%, a capital poderia ser enquadrada na fase verde a partir da próxima semana. Nada está decidido. Em sua defesa, o governo Doria tem as condições amarela e vermelha em outras regiões do estado. São Paulo registra mais de 22 mil mortes e 500 mil casos de covid-19, sendo o estado mais atingido. Nesta quarta-feira, após a última atualização, o Brasil registra 90 mil mortes e 2,5 milhões de casos, sendo o segundo país mais atingido do mundo.
