O ex-advogado do senador Flávio Bolsonaro, Frederick Wassef, não sai do centro das atenções. Depois de jurar que não sabia que Fabrício Queiroz, o assessor do senador investigado por participação em um esquema de corrupção, estava em seu sítio há cerca de um ano, ele afirmou que não possui ligações com a Globalweb Outsourcing, fundada por sua ex-esposa, Cristina Boner Leo (imagem). A empresa obteve quase R$ 42 milhões em contratos com o governo federal desde janeiro de 2019. Só que o advogado representou sua ex em processos judiciais e sua filha, Cristina, é quem cuidaria da rotina da empresa.
Na condição de amigo do presidente Jair Bolsonaro, os contratos com pessoas próximas de Wassef podem ser questionados por suspeitas de favorecimento ilícito. De acordo com um levantamento do UOL, a Globalweb Outsourcing foi contratada em fevereiro para prestar serviços especializados de “gerenciamento técnico, operação e sustentação de infraestrutura de Tecnologia da Informação e Comunicação” ao Ministério da Educação, no valor de R$ 8.716.155,16. Em dezembro, outro contrato, de R$ 3,9 milhões, foi fechado com a Fundação Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Nesta segunda-feira (22), Wassef deixou de defender o senador Flávio Bolsonaro no caso das “rachadinhas” de salários durante seu mandato como deputado estadual na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Ele teria sofrido críticas do presidente Jair Bolsonaro sobre a forma como tem se comportado durante a crise em que assumiu uma importância tão grande quanto a do investigados.
