O plenário do STF começou a discutir na quarta-feira (10) a validade do inquérito instaurado para apurar a disseminação de notícias falsas e ameaças contra integrantes da Corte. O ministro Edson Fachin, relator da ação que contesta a forma de abertura da investigação, foi o primeiro a votar. Fachin defendeu a legalidade e a continuidade do procedimento. No entendimento do ministro, houve omissão dos órgãos de controle, que não tomaram a iniciativa de investigar os ataques contra a independência do Poder Judiciário nas redes sociais. “São inadmissíveis a defesa da ditadura, do fechamento do Congresso ou do Supremo. Não há liberdade de expressão que ampare a defesa desses atos. Quem os pratica precisa saber que enfrentará a Justiça constitucional do seu país”, afirmou. O julgamento foi suspenso após o voto de Fachin e será retomado na próxima quarta-feira (17).
