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Isolamento rigoroso poderia evitar 6 mil mortes em junho, estima Unicamp

Da redação
9 de junho de 2020

Na semana em que o comércio de muitas cidades é reaberto – com restrições -, que a cidade de São Paulo teve recorde diário de mortes (334), que manifestantes enchem as ruas nos finais de semana (imagem) e que o governo federal altera os critérios de divulgação de casos da covid-19, um estudo de pesquisadores da Universidade de Campinas (Unicamp) apontou que 6 mil vidas poderiam ser salvas até 21 de junho, se o isolamento mantido no início do mês se mantivesse – o que não ocorre.

O resultado da pesquisa foi publicado no jornal O Estado de S.Paulo, nesta terça-feira (9). Com mais de 37 mil mortos até esta data, o estudo indica que 2 mil mortes evitáveis devem ocorrer no estado de São Paulo e outras 1,2 mil no Rio de Janeiro. Os dados estão no página “Vidas salvas no Brasil pelo isolamento social”, criada pleos professores Paulo José da Silva e Silva, da Unicamp, e Claudia Sagastizábal, colaboradora da universidade. Os dados são modificados quase diariamente, diante das mudanças na taxa de contaminação.

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