Hoje, através das redes sociais, o presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar a imprensa e disse que o propagado “gabinete do ódio” não passa de uma invenção dos jornalistas. “O maior dos FAKE NEWS é o ‘gabinete do ódio’ inventado pela imprensa. Até o momento, Folha, Globo , Estadão… não apontaram uma só Fake News produzida pelo tal ‘gabinete'”, escreveu Bolsonaro no Facebook.
O presidente disse também que o caso de “interferência na PF” (aspas dele) seria um exemplo de falsidades que os veículos publicam diariamente, assim como o julgamento do TSE sobre disparos em mídia social durante a campanha.
Por fim, Bolsonaro sugeriu que todos os problemas seriam resolvidos se a imprensa recebesse dinheiro de propaganda oficial. “Ser que se eu chamar essa imprensa com ela alguns BILHÕES DE REAIS em propaganda, tudo isso acaba?”, questionou.
O post do presidente leva a duas perguntas.
A primeira: críticas jornalísticas surgem apenas quando os governantes não abrem o cofre? A ampla divulgação do Mensalão e do Petrolão, durante os governos do PT, mostra o contrário. Veículos como os citados pelo presidente receberam verbas estatais e continuaram a publicar reportagens e editoriais que eram negativos, na época, ao Planalto.
A segunda: isso quer dizer que, para Bolsonaro, os veículos que estão recebendo verbas da Secretaria de Comunicação têm a obrigação de ser dóceis ao governo?
