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Revista obtém documentos que comprovam ligação de Witzel com esquema de corrupção

Da redação
28 de maio de 2020

A revista Veja obteve documentos que revelam que o governador do Rio de Janeiro e sua mulher se beneficiaram de esquemas de corrupção. Segundo a publicação, no dia 1º de agosto de 2019 o escritório Helena Witzel Sociedade Individual Advocacia, da primeira-dama do estado do Rio de Janeiro, e a DPAD Serviços Diagnósticos, que faz parte de um grupo de empresas fornecedoras do governo de Wilson Witzel, assinaram um contrato de “prestação de serviços e honorário advocatícios”. O acordo previa pagamentos de R$ 540 mil, que seriam divididos em 36 parcelas mensais de R$ 15 mil até agosto de 2022.

Um mês após assinar o contrato, Helena Witzel e Wilson Witzel mudaram o regime de casamento para comunhão universal de bens, conforme publicação do Diário de Justiça do Rio de Janeiro do dia 3 de setembro de 2019. Com isso, todos os bens do casal se tornaram um patrimônio só.

Entre agosto de 2019 e março de 2020, a primeira-dama do Rio emitiu oito notas fiscais de prestação de serviços jurídicos para a DPAD que totalizaram R$ 120 mil.

Os documentos obtidos pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal são resultado de investigações sobre organização criminosa de empresários que nos últimos anos pagava propinas para ganhar contratos com o governo do Rio. Entre os integrantes do esquema está Mário Peixoto, que firmou diversos negócios com o estado em diferentes gestões, de Sergio Cabral a Luiz Fernando Pezão e Wilson Witzel.


“As provas coletadas até esse momento indicam que, no seio do poder executivo do Estado do Rio de Janeiro, foi criada uma estrutura hierárquica, devidamente escalonada a partir do governador, que propiciou as contratações sobre as quais pesam fortes indícios de fraudes”, afirma a PGR.

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