A atriz de telenovelas Regina Duarte se desligou da Secretaria Especial da Cultura após menos de dois meses no cargo. Simpatizante do presidente, ela foi nomeada para acalmar as críticas da classe artística e o setor cultural contra o governo, o que não conseguiu. Sua saída foi comunicada nesta quarta-feira (20), em postagem em rede social pelo presidente Jair Bolsonaro
Ocorreram embates nos bastidores durante sua curta gestão. Duarte teria desagradado a ala mais ideológica do governo e, por sua vez, não gostou da volta do maestro Dante Mantovani à presidência da Fundação Nacional de Artes (Funarte). Mantovani havia sido exonerado pela secretária em seu primeiro dia no cargo.
Por meio de sua conta no Twitter, Bolsonaro informou: “Regina Duarte relatou que sente falta de sua família, mas para que ela possa continuar contribuindo com o Governo e a Cultura Brasileira assumirá, em alguns dias, a Cinemateca em SP. Nos próximos dias, durante a transição, será mostrado o trabalho já realizado nos últimos 60 dias”.
No vídeo postado, o presidente e ex-secretaria aparecem em clima de confraternização. Regina Duarte brinca com a situação. “Tô lendo numa imprensa, que não acredito mais. Está me fritando presidente?”. Bolsonaro responde: “Jamais”. E emenda: “O objetivo [da imprensa] é sempre desestabilizar a gente”.
A agora ex-secretaria especial da Cultura classificou sua nova função, no comando da Cinemateca, como um “sonho”, pois fará o que gosta e ficará perto da família. Em contrapartida, Bolsonaro pediu que Regina Duarte sempre o acompanhe quando estiver em São Paulo.
