O algoritmo que escolhe o próximo vídeo pode ajudar a prever a próxima compra. É nessa ideia que a Slice aposta com o lançamento do MoneyOS for Issuers, plataforma criada para bancos e instituições que emitem cartões de crédito.
A proposta é trazer para o universo financeiro a mesma lógica que popularizou as redes sociais. Comportamento gera dados, dados revelam padrões e padrões ajudam a antecipar movimentos futuros. A diferença é que, no cartão, o impacto não está na atenção do usuário. Está na receita, no risco e na rentabilidade da operação.
“O MoneyOS for Issuers lê o perfil transacional de cada pessoa. Compra, fatura, atraso, cancelamento, pagamento e uso dentro da própria rede. A partir disso, ajuda o emissor a enxergar comportamento, antecipar inadimplência e entender sinais da próxima compra, além de pistas sobre onde a pessoa mora e trabalha”, destaca Arthur Silveira, cofundador e CPO da Slice (imagem).
O lançamento chega em um momento em que emissores de cartão enfrentam o desafio de aumentar receitas, reduzir despesas e controlar perdas com inadimplência ao mesmo tempo. Na prática, boa parte das decisões ainda acontece quando o problema já apareceu nos números. O objetivo do MoneyOS for Issuers é mudar essa dinâmica.
Em vez de olhar apenas para o fechamento da fatura ou para consolidados mensais, a plataforma acompanha o comportamento transação por transação. A leitura permite identificar sinais de deterioração da carteira, oportunidades de aumento de receita e desvios operacionais antes que eles se tornem fatos consumados.
Mas a ambição da Slice vai além da análise de comportamento. A empresa quer quebrar um dos problemas mais recorrentes dos grandes emissores, que é a tomada de decisão em silos.
Em muitas instituições, marketing, crédito, fraude, operações, produto e tesouraria trabalham sobre visões diferentes do mesmo cliente. O resultado são decisões que frequentemente geram impactos inesperados em outras áreas.
O MoneyOS for Issuers foi desenhado para funcionar como uma fonte única da verdade, explica Arthur Silveira. A lógica é simples: quando uma área toma uma decisão, as demais conseguem visualizar seus possíveis efeitos antes da execução.
“Um exemplo é a Black Friday. Antes de uma campanha para estimular o consumo entrar em operação, o banco pode avaliar os reflexos no funding, no fluxo de caixa, na política de crédito, no volume de autorizações, no processamento e até nos indicadores de fraude e disputas.”.

Segundo a Slice, o produto reúne 95 capacidades voltadas à operação de emissores de cartão. Por trás da plataforma está uma estrutura baseada em dados transacionais organizados parcela a parcela, permitindo que relatórios gerenciais e análises operacionais partam do mesmo conjunto de informações.
O lançamento também reforça o posicionamento da empresa como uma companhia de dados e inteligência artificial para o setor financeiro. Além do MoneyOS for Issuers, a Slice desenvolve a Alice, inteligência conversacional criada para investigar números, rastrear divergências e identificar a origem de informações dentro da operação.
O MoneyOS for Issuers é o primeiro de uma série de plataformas verticais que a empresa pretende desenvolver para diferentes mercados. Depois do cartão, a estratégia prevê soluções para segmentos como varejo, farmácia, indústria e bens de consumo.
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